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Cultura Ubuntu

De todas as mazelas que atingem a humanidade, o racismo ainda é um dos maiores determinantes na condição precária de acesso a informação da população negra no Brasil, seu papel de inimigo invisível foi forjado através do mito da democracia racial que proporcionou a todos um estado neurótico cultural moldando assim comportamentos sensoriais, motores e emocionais que rejeitam a figura dx negrxs, cidadxs de Direitos.

As favelas que em sua maioria são formadas por pessoas negras e pobres são os maiores alvos dessa desinformação ou dessa informação COLONOCENTRADA que quando não omite, subverte a história ao seu olhar colonizador, sequestrador, estuprador, ladrão e manipulador ariano porém muito bem camuflada como superioridade genética, paternalismo, conservadorismo e representatividade nos ambientes de poder , o que gera no inconsciente coletivo a ideia de que o padrão de beleza, de bondade, de poder, de amor, de riqueza, e de toda medida válida provem de pessoas brancas e nunca de pessoas negras.

Sabendo disso a Batalha do Pedregal pensou na implementação do ambiente virtual de aprendizado denominado Cultura Ubuntu (“eu sou porque nós somos”) com o objetivo de contar a história do Brasil, das pessoas raptadas de áfrica e escravizadas no Brasil e dos afro-descendentes brasileiros através de uma perspectiva améfricana. Em um espaço de aprendizado no qual estudantes, professores e pesquisadores da área irão ministrar cursos didáticos com temas abordando o racismo em diferentes perspectivas. Esse projeto foi pensado em parceria com a Professora de História Alcione Ferreira da Silva (Universidade Estadual da Paraíba – UEPB) participante do Neabi.

A construção dessas atividades e troca de saberes foca no resgate dessa identidade negra, que por tanto tempo foi apagada e camuflada pelo esteriótipo moreno.Possibilitando racializar os debates dessas pessoas, desmistificando a não existencia do racismo no Brasil ou o esteriotipo eurocentrico como único ou mais importante padrão de beleza. Promovendo nesse sentido o questionamento da representatividade massivamente branca na mídia e nos espaços de poder.

A tomada de debates raciais e de literatura negra visa começar um trabalho coletivo de antirracismo com a população da favela do Pedregal. De forma que trabalhar da base exige iniciar um processo de escurecimento da história, de apropriação da identidade para só então começar a reagir contra o racismo.

Não fique por fora, mantenha-se informade através das nossas redes sociais e acompanhe nossos cursos.


Escrito por Jéssica Preta

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Written by yochanbeck

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