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Cultura Hacker

A ideia da escola tecnológica surgiu como uma proposta para promover a cultura hacker. Ao contrário do termo pejorativo que foi associado a palavra hacker, nesse contexto ela expressa a conquista do saber e o livre compartilhamento do conhecimento de informações, bem como o livre acesso ao conhecimento e aos bens culturais produzidos pelo coletivo Batalha do Pedregal, a partir das tecnologias digitais baseadas em softwares livres[1]. A implementação dessa ideia partiu de uma iniciativa do professor Wilkens Lenon Silva de Andrade, egresso do Programa de Pós-graduação em Educação Matemática e Tecnológica da Universidade Federal de Pernambuco, onde recebeu o título de mestre em educação matemática e tecnológica. Lenon é também Licenciado em Computação pela Universidade Estadual  da Paraíba tendo se tornado aliado de primeira hora da periferia na formação formação básica e especializada dos agentes de Pandemia, no âmbito do Batalha do Pedregal.

Os Agentes de Pandemia são o público de teste da Escola Tecnológica, que divide sua educação por módulos, oferecendo, inicialmente, algumas formações importantes, tais como:

Cursos da área de tecnologias digitais:

  • Introdução ao Software Livre e a filosofia GNU
  • Apropriação tecnológica na prática
  • Iniciação à  programação de computadores

Cursos importantes para o processo formativo dos agentes de pandemia:

  • Horta Caseira em Tempos de Crise
  • Introdução ao Feminismo Negro
  • Inglês para Programadores
  • Português Básico
  • Comunicação – oficina para a criação de PodCast.

            A seleção dos módulos não representa a construção final do nosso ambiente de aprendizagem, refere-se, entretanto, a um conjunto de atividades perpassadas por módulos que visam acrescentar conhecimentos indispensáveis para os agentes, na manutenção da sua segurança e no acréscimo de conhecimentos técnicos para a sua evolução individual e coletiva, em tempos de Pandemia.

            O projeto Escola Tecnológica se servirá do Ambiente Virtual de Aprendizagem Modle como plataforma formativa online. Na fase atual, temos a carência de equipamentos como notebooks e celulares para aplicar nossa proposta de formação e também para viabilizar o trabalho dos nossos agentes de pandemia. Atualmente somente 4 jovens possuem celulares, por isso, estamos trabalhando para conseguir a infraestrutura necessária para dar conta dos objetivos do projeto. Por isso, estamos pleiteando recursos financeiros ou doações de equipamentos usados e em bom estado de conservação para todos os participantes dessa iniciativa.

            Assim, o projeto Escola Tecnológica, sob a responsabilidade do professor Lenon, está com a data de atividades online prevista para iniciar em 1 de julho de 2020 e, como pontuado acima, usará a plataforma do Chamilo instalada na base de dados da Batalha do Pedregal (http://escolatecnologica.batalhadopedregal.com.br).

                   O projeto de Favela Digital abrangerá não apenas a comunidade do Pedregal em Campina Grande, o mesmo vem sendo desenvolvido em parceria com coletivos presentes no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

Os cursos serão iniciados no final de Junho, fique atento as redes sociais para acompanhar nossa agenda.


[1]     Software livre é todo programa de computador que permite a modificação do seu código fonte para ser estudado, modificado, copiado e distribuído livremente sem as amarras da indústria do copyright, visando o bem de um público específico ou uma comunidade. Veja mais em: https://www.gnu.org/philosophy/categories.pt-br.html

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Written by yochanbeck

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